UEFA e Concacaf pedem pagamento de 10 milhões de dólares a cada federacão da FIFA
Por MozTraders Tips · Versão editorial assistida por IA.
Dirigentes da UEFA e da Concacaf enviaram uma carta a Gianni Infantino a exigir um pagamento adicional de 10 milhões de dólares para cada federação membro da FIFA. A medida surge após o sucesso do Campeonato do Mundo e num momento de forte contestação à liderança de Infantino.
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As federações membro da FIFA devem receber um montante adicional de 10 milhões de dólares cada uma, proveniente das reservas financeiras acumuladas após um Campeonato do Mundo bem-sucedido. A exigência foi formalizada numa carta enviada na passada sexta-feira ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, por dirigentes do futebol europeu e norte-americano, num momento em que intensificam os esforços para o afastar do cargo.
O documento, assinado pelo presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, e pelo líder da Concacaf, Victor Montagliani, aponta que a FIFA deverá ficar com reservas de seis mil milhões de dólares após o torneio. Desta forma, os dirigentes defendem que a organização tem capacidade financeira para suportar esta distribuição única de fundos, que totalizaria 2,1 mil milhões de dólares para o conjunto das 211 federações afiliadas.
A ofensiva da UEFA e da Concacaf contra Infantino intensificou-se após a revelação de um plano para vender participações do Campeonato do Mundo a investidores privados ligados a Joshua Kushner. Em resposta à proposta falhada do atual presidente, que prometia fundos avultados em troca do apoio ao seu projeto, os líderes regionais propõem agora garantir os pagamentos adicionais aos votantes independentemente da continuidade de Infantino.
Para além da exigência financeira, os dirigentes solicitam uma análise completa e independente às contas da FIFA antes de uma reunião agendada para o dia 15 de outubro em Zurique. Este encontro servirá para determinar o montante que pode ser distribuído de forma responsável pelas federações nacionais, numa altura em que o calendário eleitoral da FIFA prevê eleições para março do próximo ano.
A pressão sobre a liderança atual estende-se ao plano judicial, com a UEFA a avançar com pedidos em tribunais nos Estados Unidos para obter provas junto da firma de investimento de Kushner e da própria FIFA. Os responsáveis europeus pretendem recolher documentação para fundamentar uma eventual queixa-crime por má gestão financeira contra Gianni Infantino na Suíça, sede do organismo máximo do futebol mundial.